terça-feira, 16 de setembro de 2014

Assassin's Creed - Renascença

Até agora só falei de livros e séries dos quais eu gostei (ou adorei), mas, como nem tudo são flores, o escolhido de hoje é o último que li, o Renascença, primeiro livro da série Assassin's Creed, do autor Oliver Bowden, série da qual eu não pretendo dar continuidade na leitura, pois infelizmente não gostei e vou explicar o porquê.

Fotos: Reprodução

Esse livro foi muito indicado por uma velha amiga minha, que tem o gosto literário bem parecido com o meu, faz um bom tempo. Fiquei com o livro na cabeça, mas sem planos muito concretos de iniciar a leitura tão logo, até que o encontrei em promoção nas Livrarias Curitiba, quando não pude resistir a comprar e já começar a ler. Nós duas gostamos de ler aventuras e fantasias, do tipo J. R. R. Tolkien e J. K. Rowling... E achei que seria mais um livro pelo qual compartilharíamos do mesmo amor, mas como gosto é gosto, de alguma coisa nessa vida tínhamos que discordar.

Eu sei que o livro foi adaptado do videogame, mas como não jogo (um vício a menos!), não posso falar sobre, então essa resenha trata estritamente do livro como livro. O que eu posso dizer é que só ouvi falar bem do jogo, então se for mesmo tudo isso, pode-se concluir que não houve uma boa adaptação. Sinto que algo se perdeu no meio do caminho entre o jogo e o livro. 

A impressão que eu tive foi que alguém se sentou na frente do videogame e foi pondo no papel exatamente tudo o que se passava na tela. Sem se preocupar muito em contextualizar a coisa, sem riqueza de detalhes, sem profundidade nas personagens, sem maiores descrições e toda aquela magia que faz um livro ser o que ele é. A sensação foi a de estar jogando um jogo e não lendo um livro, e, convenhamos, se eu quisesse isso, teria investido num videogame e não numa estante. 

Devo dizer que o livro não foi de todo ruim, na verdade, tinha tudo pra ser bom, contando com elementos que poderiam ter feito dele um livro e tanto, tais como relatos históricos, paisagens da Itália antiga e a presença de personalidades do calibre de Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, mas esses elementos, ao meu ver, poderiam ter sido melhor explorados.

Eu poderia resumir esse livro, de 300 e tantas páginas que só terminei de ler por desencargo de consciência, em 3 linhas, mas vou me esforçar pra escrever um pouco mais do que isso. 

A narrativa tem início na adorável cidade italiana de Florença, onde o protagonista, o jovem Ezio Auditore, vive feliz com a sua família, pai, mãe, irmão mais velho, irmão mais novo e irmã, e tem até uma namorada chamada Cristina. 

A partir daqui a resenha pode conter SPOILER. O aviso está dado.

Eu não costumo dar spoiler, prefiro fazer mistério quando gosto de um livro, para despertar o interesse em ler. Mas, como eu achei que o livro não valeu a pena e por esse motivo não recomendo a leitura, vou contar resumidamente a história. Não vejo problema nisso, até porque o enredo segue mais ou menos uma fórmula pronta e é bastante previsível por si só. Então, a título de curiosidade ou seja lá pelo que for, eis o pontapé inicial do livro: 

Os homens da família Auditore são injustamente executados em praça pública, acusados de um crime que não cometeram, traídos por um falso amigo e Ezio só consegue se salvar por obra do destino. Falando nisso, o que não falta na vida dessa pessoa é sorte, e no decorrer da leitura isso chega a ser irritante. Ele sempre está no lugar certo e na hora certa, sempre escapa por um triz, enfim, ele é o melhor, e essa coisa toda, o que torna a narrativa meio surreal demais. Sabe aquela história que não convence de jeito nenhum, que você não consegue acreditar nas personagens e mergulhar de cabeça no mundo criado? Então.  

Com isso, Ezio descobre que faz parte de uma seita secreta, o Credo dos Assassinos, da qual fizeram parte seu pai e demais antepassados, e parte Itália afora com o objetivo de matar todos os inimigos, seguindo seus instintos vingativos com sede de sangue. É basicamente isso. A leitura vai se desenrolando de missão em missão, até que ele tenha percorrido o país de cima a baixo assassinando todos eles, um a um, e eles são muitos. Você não tem tempo nem pra respirar e isso é realmente cansativo. Depois de "tudo", o livro acaba e você se dá conta de que ele viveu a vida em função disso e ainda passa a mensagem de que tudo valeu a pena, afinal ele salvou o mundo.  Fim.

Pra não dizer que eu não falei nada de bom, tem algo realmente bom, que é isso:

https://www.youtube.com/watch?v=S8b1zWOgOKA

E a música da Lindsey Stirling, adoro ela:









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